Foi com muita dificuldade que abri mão de algumas atividades na igreja quando meus filhos nasceram. Enquanto eram pequenos, ficava praticamente impossível participar de algo regular. Quando decidi que esperaria para que crescessem e faria da maternidade meu campo de atuação, fui muito criticada e alguns irmãos de maneira alguma compreenderam. Hoje percebo claramente que essa foi a minha mais difícil missão, servir com alegria, longe das luzes e do reconhecimento. Foram anos de intenso aprendizado. Vi a mão de Deus claramente me conduzindo. Tudo que havia vivenciado no seminário ou mesmo atuando na igreja não se comparava com aquele treinamento. Entendi, acalmei meu coração. E hoje colho alguns frutos daquela semeadura e com convicção afirmo: Nada se compara a alegria de obedecer ao Senhor, se Ele nos diz que devemos servir, assim deve ser, se nos manda servir aos pequeninhos, que alegria poderá ser maior? Muitos irmãos acreditam que ministério só é aprovado se for visível, mas não é assim. Na verdade o Senhor quer servos, porque Ele mesmo foi um servo. Longe das luzes, do reconhecimento, dos out doors. No silêncio do nosso quarto, no altar que deve ser o nosso coração, ali o Senhor deve ser honrado, não só com palavras, mas com vida. Vida que se reflete na maneira como trato meu irmão, nas palavras que uso com meu marido, no cuidado com meus filhos e meu trabalho, na alegria com que ministro o Louvor. Portanto queridos, não dá para ministrar louvor na assembléia dos Santos sem que isso seja resultado de vida, do dia a dia com Ele. Se não for assim é evento. Somos chamados para servir.
“... não sou apenas servo, teu amigo me tornei”!
No amor daquele que nos cobre de graça!
Rose Bertrand

